ÓTICAS MURILLO !!!

ÓTICAS MURILLO !!!
EM TODOS SENTIDOS, CUIDANDO DA SUA VISÃO !!!

"TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"

"TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE"
... ACREDITE ...

NOS ACOMPANHAM !!!

Mostrando postagens com marcador CASO BRUNO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CASO BRUNO. Mostrar todas as postagens

GOLEIRO BRUNO CONSEGUE HABEAS CORPUS E DEVE SAIR DO PRESÍDIO !!!

- Atualizado em

Goleiro Bruno consegue habeas corpus e deve sair do presídio

Advogado afirma que concessão foi feita pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, e o alvará foi emitido na noite da última quinta-feira

Por , Rio de Janeiro

Goleiro Bruno em Santa Luzia (Foto: Bernardo Pombo e Luiz Cláudio Amaral)
Goleiro Bruno em Santa Luzia; ele deve sair do presídio nesta sexta-feira 
(Foto: Bernardo Pombo e Luiz Cláudio Amaral)

O goleiro Bruno recebeu um habeas corpus da Justiça e deve deixar o presídio em breve. Uma liminar, deferida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, permite que o jogador recorra em liberdade da condenação pelo sequestro, morte e ocultação do cadáver da modelo Eliza Samudio. A informação foi publicada pelo jornal Estado de Minas e confirmada pelo GloboEsporte.com.
- O alvará foi emitido na noite de ontem (23) e já está na Vara de Execuções Penais de Santa Luzia - afirmou Lúcio Adolfo, advogado do atleta ao jornal mineiro.

Habeas Corpus goleiro Bruno (Foto: Reprodução)Habeas Corpus goleiro Bruno (Foto: Reprodução)
Segundo seu defensor, o jogador deve deixar a prisão ainda nesta sexta-feira. Porém, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais disse que não tem como precisar a data da saída do goleiro por causa do trâmite envolvendo o processo. Bruno está na APAC, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, desde outubro de 2015. 

Ao G1, Lúcio Adolfo explicou que Bruno está preso apenas pelo processo relacionado à morte de Eliza, já que em 2010 o jogador foi condenado por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal contra a modelo.

Com a divulgação do habeas corpus ao goleiro Bruno, um batalhão de jornalistas já está na porta da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Santa Luzia.

Em entrevista ao GloboEsporte.com em maio de 2016, Bruno afirmou que pretende voltar a jogar e que treinava no presídio. Ele também revelou ter tentado suicídio.


Trecho da decisão (ela está completa no fim da matéria)
O pedido da defesa alega que o goleiro é réu primário e que ele possui "condições favoráveis" para que o pedido de habeas corpus fosse aceito. No despacho do STF, o pedido requere o "recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico". 
Veja abaixo:
"Os impetrantes sustentam o excesso de prazo da constrição cautelar, uma vez transcorridos mais de 3 anos desde o julgamento, sem análise da apelação interposta. Dizem tratar-se de antecipação de pena. Destacam as condições pessoais favoráveis do paciente - primariedade, bons antecedentes, residência fixa e ocupação lícita.

Requerem, em âmbito liminar, a revogação da custódia, com expedição de alvará de soltura. Sucessivamente, buscam a imposição das medidas cautelares versadas no artigo 319 do Código de Processo Penal, especificamente o recolhimento domiciliar com monitoramento eletrônico. No mérito, pretendem a declaração do direito de aguardar em liberdade o trâmite do processo-crime.
(...) 

3. Defiro a liminar pleiteada. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não se encontre recolhido por motivo diverso da preventiva formalizada no processo nº 079.10.035.624-9, do Juízo do Tribunal do Júri da Comarca de Contagem/MG. Advirtam-no da necessidade de permanecer na residência indicada ao Juízo, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade."

Condenação
Em 8 de março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Ele, porém, está preso desde 7 de julho de 2010.

Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.

Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.

Confira a decisão completa do ministro Marco Aurélio Mello, do STF:
Documento Habeas Corpus goleiro Bruno 1 (Foto: Reprodução)
Documento Habeas Corpus goleiro Bruno 2 (Foto: Reprodução)
Documento Habeas Corpus goleiro Bruno 3 (Foto: Reprodução)
Documento Habeas Corpus goleiro Bruno 4 (Foto: Reprodução)
Read More

ADRIANO TENTOU VISITAR BRUNO NA PRISÃO, MAS GOLEIRO VETOU VISITA !!!

   

Adriano tentou visitar Bruno na prisão, mas goleiro vetou para evitar ‘problemas’ ao Imperador

Goleiro Bruno e Adriano nos tempos de Flamengo, em maio de 2010, um mês antes de Eliza ser assassinada- 03.05.2010
Goleiro Bruno e Adriano nos tempos de Flamengo, em maio de 2010, um mês antes de Eliza ser assassinada - 03.05.2010 (Foto: Ivo Gonzalez / O Globo)
Extra
Tamanho do texto A A A
Condenado a 22 anos e três meses de prisão pela morte da ex-amante Eliza Samudio, Bruno Fernandes cumpre pena há três anos e nove meses na Penitenciária de Nelson Hungria, em Belo Horizonte. Durante esse período, o ex-goleiro do Flamengo recebeu poucas visitas de ex-companheiros ou amigos famosos que o futebol lhe trouxe. O jogador, inclusive, barrou um dos fiéis parceiros nos tempos de Gávea: Adriano. O atleta vetou a ida do Imperadorà cadeia, para visitá-lo.
 
A revelação foi feita em entrevista à revista “Placar” deste mês. Segundo Bruno, ele quis apenas evitar que Adriano fosse colocado em alguma polêmica.
– O Adriano quis vir me visitar. Mas eu mandei recado para ele não vir. As pessoas poderiam distorcer a situação. Já me visitaram o Rodrigo Calaça, bom goleiro, o Gladstone, com quem joguei no Cruzeiro, e o Irineu, que jogou comigo no Flamengo. Trouxeram só palavras de incentivo – contou.
 
A amizade dos dois jogadores vem de longa data. Eles, inclusive, já enfrentaram polêmicas juntos. Em 2010, Bruno estava com Adriano quando aconteceu a briga do Imperador com a sua noiva na época, Joana Machado, na saída de um baile funk na favela da Chatuba. A mulher quebrou os carros dos jogadores do Flamengo, revoltada com a "escapadinha" de Adriano para ir ao baile.
 
Ainda na entrevista, Bruno reafirmou o desejo de retornar aos gramados. O jogador assinou um contrato de cinco anos com o Montes Claros, time da Segunda Divisão de Minais Gerais. O goleiro garante que “quer muito poder jogar bola novamente” e que “acredita num milagre de Deus” para isso acontecer. Ele usa um problema vivido pelo ex-jogador Edmundo como exemplo para dar uma possível volta por cima.
– Eu sei que a minha volta ao futebol não vai ser fácil. Vou sofrer a pressão e o julgamento das arquibancadas. Mas eu vou superar. Temos o exemplo do Edmundo, que já foi chamado de assassino pelos torcedores. Eu também fui chamado de assassino. Em um dos meus últimos jogos, contra o Botafogo, a torcida deles me xingou no Engenhão, me chamou de assassino de bebê – falou.
 
Mesmo com a condenação pelo assassinato da ex-amante, mãe do seu filho, Bruninho, o goleiro se considera ídolo do Flamengo.
– Por tudo que fiz pelo Flamengo, e por tudo que o Flamengo fez por mim, eu me sinto um ídolo no clube. Eu era o primeiro jogador que as crianças vinham abraçar – disse.
Read More

NOME DO GOLEIRO BRUNO APARECE NO BID, MAS PRECISA DE LIBERAÇÃO DA JUSTIÇA!!!

- Atualizado em

Nome de Bruno aparece no BID, mas precisa de liberação da Justiça

Goleiro teve contrato de cinco anos com o Montes Claros registrado na Federação Mineira de Futebol, mas ainda depende de liberação da Justiça para treinar e jogar                                               

Nome do goleiro Bruno aparece no BID da CBF (Foto: Reprodução/CBF)Nome do goleiro Bruno aparece no BID da CBF (Foto: Reprodução/CBF)
O goleiro Bruno teve o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na tarde desta sexta-feira. Assim, o goleiro depende da liberação da Justiça para ser transferido para o presídio de Montes Claros e poder treinar e jogar pelo Montes Claros FC, equipe que disputa o Módulo II do Campeonato Mineiro, com quem assinou contrato de cinco anos na manhã desta sexta-feira. O contrato com a equipe do norte mineiro vai até o dia 27 de fevereiro de 2019. O ex-goleiro do Flamengo está preso em regime fechado pelo desaparecimento e assassinato da sua ex-amante Eliza Samudio.
Atualmente, o  Montes Claros é o líder da chave B do Módulo II (que equivale à segunda divisão) e já garantiu a classificação para o Hexagonal final da competição. Bruno somente poderá retornar aos gramados após a liberação da Justiça, que também terá que autorizar a sua transferência para o Presídio Regional de Montes Claros, para que ele possa atuar pelo “Bicho”.
Segundo o advogado Francisco Simin, Bruno passou por avaliação médica que afirmou que o jogador está apto a voltar aos campos. Bruno Fernandes foi condenado em março de 2013, pela morte de Eliza Samudio. A pena para o jogador foi de 22 anos e três meses de prisão. Ele cumpre regime fechado desde julho de 2010, na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem.
Pendência
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)  afirma que Bruno, enquanto estiver em regime fechado, só poderá trabalhar na cadeia. Ainda de acordo com o TJMG, o jogador poderá entrar com requerimento para direito ao regime semiaberto apenas em 22 de janeiro de 2020. Mas, para Simim, mesmo em regime fechado, o jogador poderá trabalhar fora da prisão.
pedido de transferência do Goleiro Bruno na FMF (Foto: Diogo Finelli)Pedido de transferência do goleiro Bruno foi protocolado na FMF (Foto: Diogo Finelli)

Por GloboEsporte.comBelo Horizonte
28/02/2014 16h55 - Atualizado em
Read More

GOLEIRO BRUNO É CONDENADO A 22 ANOS E 3 MESES E EX-MULHER É ABSOLVIDA!!!

Goleiro Bruno é condenado a 22 anos e 3 meses; ex-mulher é absolvida

Júri culpou o jogador por homicídio, ocultação, sequestro e cárcere privado.
Dayanne Rodrigues foi absolvida pelo sequestro e cárcere do filho de Eliza


O júri popular formado por cinco mulheres e dois homens condenou no início da madrugada desta sexta-feira (23), no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, o réu Bruno Fernandes de Souza a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Dayanne Rodrigues, ex-mulher do jogador, foi absolvida da acusação de sequestro e cárcere privado do bebê.
 
Sua personalidade é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade"
Juíza Marixa Fabiane Rodrigues, sobre Bruno
08/03/2013 - Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues. (Foto: Léo Aragão / G1)
Bruno e Dayanne ouvem a sentença lida pela juíza
no júri popular do caso Eliza (Foto: Léo Aragão / G1)

Bruno foi condenado a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima), a outros 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado e ainda a mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. A pena foi aumentada porque o goleiro foi considerado o mandante do crime, e reduzida pela confissão do jogador.
 
Eliza desapareceu em 2010 e seu corpo nunca foi achado. Ela tinha 25 anos e era mãe do filho recém-nascido do goleiro Bruno, de quem foi amante. Na época, o jogador era titular do Flamengo e não reconhecia a paternidade.
 
O advogado Lúcio Adolfo, que representa o atleta, disse que recorrerá da condenação. O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que esperava pena de 28 a 30 anos de prisão para o réu e anunciou que vai recorrer para aumentar a punição.
 
A sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues foi lida em 19 minutos. Em sua decisão, ela disse que a personalidade de Bruno "é desvirtuada e foge dos padrões mínimos de normalidade" e destacou que "o réu tem incutido na sua personalidade uma total incompreensão dos valores".
 
A magistrada afirmou ainda que "a execução do homicídio foi meticulosamente calculada" e que "Bruno acreditou que, ao sumir com o corpo, a impunidade seria certa".
 
Por fim, ela lembrou que, assassinada, "a vítima [Eliza Samudio] deixou órfão uma criança de apenas quatro meses de vida".
Para a Justiça, a ex-amante do jogador foi morta em 10 junho de 2010, em Vespasiano (MG), após ter sido levada à força do Rio de Janeiro para o sítio do goleiro em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. A certidão de óbito foi emitida por determinação judicial. A criança, que foi achada com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG), hoje vive com a avó em Mato Grosso do Sul. Um exame de DNA comprovou a paternidade.
 
A Promotoria afirma que, além de Bruno e Dayanne, mais sete pessoas participaram dos crimes. Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, amigo de Bruno, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do atleta, foram condenados no júri popular realizado em novembro de 2012.
No dia 22 de abril, Bola será julgado. Em 15 de maio, enfrentarão júri Elenílson Vitor da Silva, caseiro do sítio, e Wemerson Marques de Souza, amigo do goleiro. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto de 2012. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi absolvido (saiba quem são os réus).
 
Jorge Luiz Rosa, outro primo do goleiro, que era menor de idade na época da morte, cumpriu medida socioeducativa por crimes similares a homicídio e sequestro. Atualmente tem 19 anos e é considerado testemunha-chave do caso.
Veja a seguir como foi o debate entre o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro e os advogados dos réus, na quinta-feira (7), e o que aconteceu nos demais dias do júri popular:
selo_bruno_promotoriaxacusaçãoNOVA (Foto: Editoria de Arte / G1)
07/03/2013 - Advogado Lúcio Adolfo fala em direção ao promotor (Foto: Léo Aragão/G1)
O advogado Lúcio Adolfo faz a defesa de Bruno sob
olhares do promotor do caso(Foto: Léo Aragão/G1)
Eliza não veio [para Minas Gerais] passear não, minha gente. Ela veio com a cabeça estourada"
Henry Wagner Vasconcelos de Castro, promotor
 
Lúcio Adolfo, advogado de Bruno Fernandes de Souza, encerrou os debates entre defesa e acusação pedindo aos jurados a absolvição do goleiro, apesar de em nenhum momento ter afirmado que o jogador é inocente na morte de Eliza Samudio. Ele voltou a falar que a ação tem falhas, desqualificou o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo do atleta menor de idade à época dos crimes, e acusou mais uma vez o Ministério Público de ter feito um "acordo" com Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, para "não passar vergonha". O defensor pediu aos jurados que, em caso de condenação, a pena do goleiro seja menor que a de Macarrão. "Não deve passar de 10 [anos]", disse.
 
'Pena máxima para Bruno'
Durante sua participação final nos debates do júri popular de Bruno e de Dayanne Rodrigues, o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro
pediu que o goleiro receba a pena máxima pela morte de Eliza Samudio e disse que o jogador e os demais envolvidos no assassinato "foram festejar a morte" da modelo após o crime. Somadas as duas vezes em que falou, ele teve quatro horas e meia para convencer os jurados.
N
a quarta (6), durante o seu interrogatório, Bruno disse que foi a três festas e participou de uma partida de futebol com o time 100% depois da morte, da qual sabia a partir de conversa com Macarrão e com seu primo Jorge Luiz Rosa.
 
Em sua fala, Bruno reconheceu pela primeira vez que sabia que Eliza Samudio havia sido morta e, também pela primeira vez, implicou o policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na morte da modelo, dizendo que ele havia sido contratado por Macarrão. Hoje, ao falar mais uma vez a pedido da defesa, Bruno disse que "sabia e imaginava" que ela seria morta.
 
Com base no depoimento Jorge Luiz Rosa à polícia, o promotor descreveu como a modelo foi morta. "Saiu espuma branca da boca dela. Ela agonizou, espereceu e por fim, morreu", disse conforme a testemunha. A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, saiu do plenário chorando com o relato.
 
"Ninguém está em dúvida se Bola matou a Eliza não", disse Henry Wagner de Castro. "O Bola matou a Eliza", disse em seguida.
07/03/2013 - Advogados de Bruno conversam antes do quarto dia de julgamento (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
Lúcio Adolfo, à esquerda, conversam com colegas
da defesa no júri (Foto: Renata Caldeira / TJMG)
O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão" Lúcio Adolfo, advogado do goleiro Bruno
 
'Negociata com Macarrão'
Na primeira vez que falou aos jurados, o advogado Lúcio Adolfo afirmou que a única prova do Ministério Público contra o goleiro Bruno
é uma "negociata com Macarrão", em referência ao interrogatório em que Luiz Henrique Romão ligou o atleta à morte de Eliza Samudio, em novembro de 2010, antes de ser condenado a 15 anos de prisão.
 
"O promotor tem mais dúvida que os senhores. Eles não têm prova contra Bruno, tanto que precisou fazer um acordo com Macarrão", disse aos jurados, classificando o suposto acerto de "excuso, indecente e imoral".
 
Macarrão pegou 15 anos de prisão – pena mínima por homicídio qualificado em razão de sua confissão. Conforme a sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, ele foi condenado a 12 anos em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) e mais três anos em regime aberto por sequestro e cárcere privado. O amigo de Bruno foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver.
 
Durante o debate, o advogado do jogador classificou de "incompletas" as provas e afirmou que não cabe a ele provar a morte de Eliza nem se "o corpo estava aqui ou acolá". Ele disse ainda que o promotor fez um "cineminha" no júri popular com imagens de reportagens sobre o caso. "Essa é a prova do Ministério Público", ironizou. Afirmou também que o atestado de óbito, expedido às vésperas do julgamento, "alimenta a imprensa" e criticou o promotor do caso. "O doutor promotor só conseguiu ficar bonito na tela de TV. Provar, nada".
 
O defensor apresentou três opções para os jurados: na primeira, pediu absolvição por falta de provas; na segunda, defendeu uma participação "menor" de Bruno no crime; e na terceira, disse que os jurados podem entender que Bruno participou de outro crime, mas não da morte de Eliza.
Cronologia  (Foto: Editoria de Arte/G1)
Promotor livra Dayanne
 
Henry de Castro, na primeira vez que teve a palavra, pediu a absolvição de Dayanne Rodrigues, ex-mulher de Bruno. Ela chorou ao ouvir as palavras do promotor.
Segundo o responsável pela acusação, Dayanne deveria ser inocentada porque foi "coagida" pelo policial aposentado Zezé, José Lauriano, que hoje é investigado por participação no crime. Segundo ele, Bruno deixou a "mãe de suas filhas à mercê" de Zezé. "E Bruno conhecia o Zezé", disse.
 
Antes disso, a ex-mulher do goleiro pediu para ser ouvida novamente no júri popular para dizer que tem medo de José Lauriano.
 
Na nova fala, Dayanne disse que recebeu uma ligação do policial Zezé, em que ele dizia que Macarrão já o tinha avisado de que ela estava com o bebê, orientando para ela não comparecer com a criança na delegacia de polícia. "Eu senti medo naquele momento, tanto quanto estou sentindo agora, ainda mais depois que o Bruno falou ontem", disse.
'Sabia e imaginava'
 
Bruno, em um novo interrogatório na quinta (7) sobre a morte de Eliza, disse que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta. A juíza Marixa Rodrigues determinou que ele retornasse ao plenário para ser ouvido novamente, a pedido de sua defesa.
 
"Pelas brigas constantes, pelo fato de eu ter entregado ao Macarrão o dinheiro", disse o jogador sobre estar ciente de que a modelo seria assassinada.
 
O promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro afirmou que agora é possível saber que o goleiro Bruno"mentiu", mesmo sabendo de toda a verdade sobre a morte de Eliza Samudio.
 
"O futebol perdeu um goleiro razoável, mas um grande ator", afirmou o promotor no início de sua primeira intervenção, afirmando que a "canalha quadrilha" levou Eliza do Rio de Janeiro para Minas Gerais e que ela nunca fez o exame de DNA porque Bruno não quis.
Segundo o acusador, Bruno agrediu Eliza, ameaçou a jovem de morte e tentou forçá-la a tomar abortivo. Para o promotor, o jogador se negava a atender o único pedido da vítima: o pagamento dos exames pré-natais.
 
"Bruno é o articulador, ele está no comando, ele está no controle, ele está na apuração", disse o promotor, que afirmou que Luiz Henrique Romão, o Macarrão, era "jagunço e faz-tudo" de Bruno. Por isso, o goleiro enviou, depois do crime, uma carta pedindo que o "irmão" assumisse a culpa em seu lugar.
Bruno_selo_6demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)
O goleiro Bruno Fernandes de Souza disse na quarta-feira (6) que aceitou o fato de que Eliza Samudio havia sido assassinada a mando do amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, sem tomar qualquer atitude e sem denunciar os envolvidos no crime. "Como mandante, dos fatos, não, eu nego. Mas de certa forma, me sinto culpado", afirmou o atleta. "Eu não sabia, eu não mandei, excelência, mas eu aceitei", disse à juíza Marixa Rodrigues.
O goleiro disse que Macarrão contou a ele que contratou Bola para matar Eliza. Foi a primeira vez que Bruno implicou Bola na morte da modelo, com quem o atleta teve um filho. O atleta reconheceu pela primeira vez que Eliza foi morta, culpou Macarrão pelo assassinato, negou ser o mandante do crime e disse acreditar que poderia ter evitado esse desfecho.
Bruno disse que não denunciou Macarrão pelo crime por "medo de acontecer alguma coisa" com as sua filhas e com ele próprio e também "pelo fato de conhecer ele há muito tempo".
 
terceiro dia de júri
Bruno_selo_5demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)
Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro Bruno, disse na terça-feira (5), em depoimento no seu júri popular, que "não são verdadeiras" as acusações contra ela e que o jogador e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pediram para ela mentir sobre o paradeiro do filho de Eliza Samudio com o atleta.
 
No segundo dia do julgamento, a fase de testemunhas foi encerrada. Durante a exibição de vídeos sobre o caso, o jogador chorou e a mãe da vítima, Sônia Moura, passou mal ao ver uma reportagem em que a filha denunciava ter sido ameaçada pelo goleiro.
Ela detalhou os dias em que esteve no sítio e para onde levou o bebê Bruninho, filho de Eliza, dizendo que cuidou da criança a pedido de Bruno e que não sabia o que havia acontecido com a modelo.
 
segundo dia de júri
Bruno_selo_4demarço (Foto: Editoria de Arte / G1)
No primeiro dia do júri popular, o goleiro Bruno Fernandes de Souza chorou durante a sessão. Ele leu a Bíblia e, de cabeça baixa durante as quase oito horas de julgamento, viu sua defesa dispensar todas as testemunhas que havia arrolado.
 
Considerado testemunha-chave no júri, o primo de Bruno, Jorge Luiz Rosa, não compareceu e também foi dispensado.
Com as dispensas e as ausências, o goleiro ficou sem nenhuma testemunha de defesa. Para especialistas, tratou-se de uma estratégia.
 
O corpo de jurados, composto por cinco mulheres e dois homens, também foi escolhido na segunda-feira, quando o julgamento começou às 11h45 e foi encerrado às 19h20.
 
Todos os pedidos, que visavam adiar o júri, foram negados pela juíza Marixa Fabiane, entre eles, o da defesa de Bruno sobre o atestado de óbito de Eliza Samudio, expedido pela Justiça criminal (entenda o caso).
 
primeiro dia de júri
Rosanne D'Agostino e Glauco Araújo
Do G1, em Contagem (MG)
08/03/2013 01h35 - Atualizado em 08/03/2013 15h01
Read More

CASO BRUNO - O JULGAMENTO!!!

CASO BRUNO: O JULGAMENTO

Deslizes e falta de confissão dificultam redução de pena

Com o depoimento de ontem, o goleiro Bruno Fernandes tentou a redução de sua pena, mas em uma fala cheia de contradições, ele pode não ter convencido o conselho de sentença de que é inocente. As perguntas feitas pelos jurados ao jogador indicam que eles não acreditaram na versão do acusado, e as respostas evasivas de Bruno podem ter complicado ainda mais a sua situação diante daqueles que irão decidir o seu destino. Especialistas ouvidos pela reportagem acreditam em uma condenação rigorosa.

Os jurados fizeram mais de 20 perguntas ao jogador, demonstrando que estavam atentos às provas e aos depoimentos. Uma delas foi sobre o motivo pelo qual o goleiro começou a chamar Bruninho por Rian Yuri. O réu respondeu que quis protegê-lo e, em seguida, titubeou: "Sabia que, mais cedo ou mais tarde, as investigações iam chegar à criança. Não tenho como explicar. Eu tentei...", disse Bruno. A juíza completou: "despistar?". O goleiro confirmou: "É, despistar".

O júri quis saber porque Bruno deu uma entrevista antes de ser preso afirmando não saber do paradeiro de Eliza, sendo que ele já tinha conhecimento do crime. O réu respondeu que estava assustado. O corpo de sentença perguntou ainda quando Bruno acreditava ter sido omisso e permissivo. Ele gaguejou e demorou a formular uma resposta. "O Macarrão xingava Eliza. Eu soube disso antes da morte dela, mas não fiz nada", contou o goleiro.

Para o jurista Luíz Flávio Gomes, o grande número de perguntas feitas pelos jurados não é comum e pode indicar dúvidas. "Demonstra que eles buscavam certeza para dar o veredito, pois não se convenceram. No entanto, isso também pode demonstrar que a estratégia da defesa não foi tão ruim, uma vez que, na dúvida, é difícil incriminar alguém", analisou.

Já para o criminalista Marco Meirelles, Bruno está ameaçado. "Eles estavam se certificando para fechar a tampa do caixão. A estratégia foi errada e ele vai pegar a pena máxima", disse. Mas para o especialista em direito penal Adilson Rocha, o fato de o goleiro revelar o autor do crime pode amortizar sua pena.

Mentira. "É claro que ele (Bruno) está mentindo. O Macarrão é um coitado, que só fazia o que o Bruno mandava", disse José Arteiro, assistente de acusação.

Para o advogado do goleiro, Lúcio Adolfo Silva, Bruno deve ser sentenciado a uma pena mínima. "Acho que ele deve ser condenado a algo em torno de oito a dez anos de prisão, pois ele teve uma participação de menor importância nesse crime. Tentarei derrubar as qualificadoras de homicídio no debate", informou.

O júri do goleiro será retomado hoje, às 9h, com os debates entre a defesa e a acusação.
Referência de Bruno a Bola complica vida de ex-policial
A indicação pelo goleiro Bruno Fernandes, ontem, de que Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, "foi a pessoa contratada por Luís Henrique Romão, o Macarrão, para matar Eliza", complica a situação do ex-policial em seu julgamento, marcado para o dia 22 de abril.

Antes do depoimento de Bruno, a defesa de Bola comemorava o fato de o ex-policial não ter sido citado por nenhum dos réus. "Desejo ao Bruno a mesma coisa que desejo ao meu cliente. A absolvição de um crime que não houve", disse o advogado Ércio Quaresma. Mais tarde, ele afirmou que não esperava o ato do goleiro e ficou irritado. "Eu vou foder com o acordo", afirmou, referindo-se ao combinado que existia de não citar o nome do ex-policial. Quaresma fez perguntas a Bruno na sessão de ontem, mas o goleiro se negou a responder e, inclusive, pediu para sair do plenário. O defensor continuou fazendo uma série de perguntas se dirigindo à cadeira vazia onde ficava o réu, apenas para constar em ata.

Zezé. Ontem, Bruno contou que conhecia o policial aposentado José Lauriano, o Zezé, desde 2009. Segundo o jogador, Zezé esteve no sítio duas vezes, e o grupo de pagode dele, "Os Neguinhos", fez apresentações no local. (NO/TT/JS/JC)

JHONNY CAZETTA, JOANA SUAREZ, NATÁLIA OLIVEIRA E TÂMARA TEIXEIRA                                                                                                                 Jornal OTEMPO em 07/03/2013

Read More

MARCARRÃO É CONDENADO A 15 ANOS DE PRISÃO E FERNANDA GOMES EX-NAMORADA DE BRUNO PEGA 5!!!

Macarrão é condenado a 15 anos de prisão; ex-namorada de Bruno pega 5

Júri culpou réu por cárcere e homicídio de Eliza e absolveu por ocultação.
Fernanda foi condenada pelo sequestro e cárcere privado de Eliza e bebê.


Após cinco dias, jurados consideraram culpados os réus que seguiram no júri (Foto: Leo Aragão/G1)
Após cinco dias, jurados consideraram culpados os dois réus que seguiram no júri (Foto: Leo Aragão/G1)
Macarrão foi condenado a 15 anos, sendo 12 deles em regime fechado. Fernanda foi condenada a 5 anos e poderá cumprir em regime aberto.
O júri popular do caso Eliza Samudio condenou, na noite desta sexta-feira (23), no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, os réus Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno, por participação nas ações que resultaram na morte da ex-amante do jogador, em crime ocorrido em 2010.
Conforme a sentença da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, Macarrão foi condenado a pena de 15 anos de prisão. Por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima) são 12 anos em regime fechado. Pelo sequestro e cárcere privado são três anos em regime aberto. Ele foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver. Ao ouvir a decisão, Macarrão chorou.
Fernanda foi culpada por dois crimes de sequestro e cárcere privado, de Eliza Samudio e de seu filho, Bruninho, condenada à pena de 5 anos a ser cumprida em regime aberto.
Em sua decisão, a juíza afirmou que o crime foi uma "execução meticulosamente arquitetada" e que os acusados agiram com "perversidade" e que a culpabilidade é "acentuada".
O promotor Henry Wagner de Castro disse, após a leitura da sentença, que a Promotoria não vai recorrer da pena "porque entende que houve justiça na dosagem". Ele projetou possível pena para o goleiro Bruno, que ainda será julgado. "Se Macarrão pegou 20 anos pelo homicídio, é claro que a [sentença] do Bruno tem que começar por aí", afirmou no plenário, ressaltando que "não há escapatória" para o goleiro.
A advogado de Macarrão, Leonardo Diniz, disse que "a defesa vai analisar oportunamente na semana que vem se vai interpor recurso". Ele diz que vai analisar a dosimetria da pena, mas afirmou que "a defesa entende que foi uma vitória". Carla Silene, advogada de Fernanda, disse que, "dentro do contexto que se apresentou, ela já esperava esse resultado".

Os jurados saíram do plenário em direção à sala secreta às 21h e voltaram depois de mais de duas horas. Durante esse período, eles responderam a quesitos preparados pela juíza Marixa, com a concordância de advogados e do promotor. Com respostas "sim" e "não", os jurados decidiram se os réus cometeram o crime, se podem ser considerados culpados e se há agravantes ou atenuantes, como ser réu primário. Em seguida, a juíza redigiu a sentença.
 
saiba mais
O júri popular, que teve início com cinco réus, acabou com apenas dois acusados: Macarrão e Fernanda. O jogador Bruno Fernandes de Souza, que era titular do Flamengo, é acusado de ter arquitetado a morte da ex-amante, em 2010, para não ter de reconhecer o filho que teve com Eliza nem pagar pensão alimentícia. Bruno, a sua ex-mulher Dayanne Rodrigues e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, tiveram o júri desmembrado pela juíza Marixa e serão julgados em 2013. (Acompanhe o dia a dia do júri popular do caso Eliza.)
 
O crime
Conforme a denúncia, Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), onde foi mantida em cárcere privado. Depois, a vítima foi entregue para o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que a asfixiou e desapareceu com o corpo, nunca encontrado. O bebê Bruninho foi achado com desconhecidos em Ribeirão das Neves (MG).
Além de réus que tiveram júri desmembrado, dois acusados serão julgados separadamente – Elenílson Vitor da Silva e Wemerson Marques de Souza. Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, foi morto a tiros em agosto. Outro suspeito, Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, teve o processo arquivado.
 
Investigações
A polícia encerrou o inquérito com base em laudos que atestam presença de sangue de Eliza em um carro de Bruno, nos depoimentos de dois primos que incriminam o goleiro, em sinais de antena de celular e multas de trânsito que mostram a viagem do grupo do Rio de Janeiro até Minas Gerais e em conversas de Eliza com amigos pela internet, nas quais relata o medo que sentia.
Eliza também havia prestado queixa contra o atleta quando ainda estava grávida, dizendo que ele a forçou, armado, a tomar abortivos. Ela ainda deixou um vídeo dizendo que poderia aparecer morta se não tivesse proteção.
 
Debates entre acusação e defesa
Promotor Henry Castro (Foto: Leo Aragão/G1)
Promotor Henry Castro (Foto: Leo Aragão/G1)
Macarrão também protagonizou a execução do homicídio de Eliza"
Promotor Henry de Castro
 
Promotor vê Macarrão 'protagonista'Durante sua primeira manifestação na fase de debates entre acusação e defesas, o promotor Henry Wagner Vasconcelos de Castro apresentou uma série de provas ao júri popular, entre elas registros de telefonemas realizados pelos réus, um laudo do sangue de Eliza achado no carro do atleta, além dos depoimentos de Jorge Luiz Rosa e de Sérgio Rosa Sales, primos de Bruno, dados à polícia e que dão detalhes sobre a morte da ex-amante do goleiro.
Ao falar novamente em sua réplica, Castro apontou Macarrão como "protagonista" dos eventos que resultaram na morte de Eliza. Ele citou novamente depoimento do primo do goleiro: "Sérgio, sobre a atuação do Macarrão, apontada por ele como de extrema relevância na divisão de tarefas que foi estipulada [...] Macarrão é colocado como protagonista desses acontecimentos".
Ele também pediu a condenação de Fernanda Gomes de Castro, dizendo que ela sabia o que estava sendo planejado quando foi à casa de Bruno. "Ela chegou lá sabendo qual era sua tarefa. Já no sítio, Fernanda não tinha dúvida do que aconteceria com Eliza", disse. "A absolvição de Fernanda é uma injustiça. Não há possibilidade de absolver Fernanda desse sequestro, sem absolver Macarrão do sequestro".
advogado macarrão (Foto: Leo Aragão/G1)
Advogado Leonardo Diniz (Foto: Leo Aragão/G1)
Não se condena pisando em areia movediça. [...] Se não tem prova robusta, melhor absolver"
Leonardo Diniz, advogado de Macarrão
 
Defesa pede 'reprimenda justa'
Leonardo Diniz, advogado de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pediu aos jurados
uma "reprimenda justa" para seu cliente, na primeira vez em que se pronunciou no plenário. O defensor defendeu a absolvição do seu cliente dos crimes de sequestro, porque não teria participado, e de ocultação de cadáver, porque não saberia o que foi feito do corpo.
 
Ao se pronunciar durante a tréplica da fase de debates, o defensor disse que a condenação dos réus será um "troféu extraordinário" para o promotor do caso, para quem "condenação é estatística". Ele afirmou que "todo mundo está propenso a errar e estar subjugado a um processo cuja prova é fraca".
Ele voltou a pedir "uma condenação justa" para Macarrão e defendeu a confissão do réu, na madrugada de quinta (22). "A confissão ela é muito consistente sim. Ela traz um valor muito grande nesse processo sim", disse. "Suas informações não destoam aqui do processo em julgamento, em nada".
 
Diniz também voltou a dizer que o réu não presenciou a morte de Eliza. "Como? Macarrão estava no sítio. Ele chutou? Claro que não, nem lá ele estava", afirmou ao júri. "Não se condena pisando em areia movediça. O julgador quando julga, julga em terreno firme. Se não tem prova robusta, melhor absolver", defendeu.
Advogada Carla Silene (Foto: Leo Aragão/G1)
Advogada Carla Silene (Foto: Leo Aragão/G1)
Os quatro meses que Fernanda ficou presa, isso não se apaga. Tem um paliativo, que é dar essa moça a absolvição"
Carla Silene, advoga de Fernanda Castro
 
Advogada de Fernanda pede provas
Carla Silene, responsável pela defesa de Fernanda Gomes de Castro, namorada do goleiro Bruno à época do desaparecimento de Eliza, disse, na primeira rodada de argumentações, que
não é possível condenar sua cliente sem provas de sua participação no crime. "Cadê as provas? [...] Contra Fernanda Castro, pelo cárcere privado de Eliza e Bruninho, essas provas não vieram", afirmou. "Eu só posso condenar quando eu tenho prova".
 
Durante a tréplica, ela criticou o promotor Henry Castro por ofender sua cliente por diversas vezes e pediu que o caso seja levado à Corregedoria do Ministério Público, responsável por avaliar a conduta dos promotores. "A defesa, com todo respeito ao ser humano, em nenhum momento desqualificou a pessoa da vítima, especialmente respeitando a mãe dela, que se encontra neste plenário", disse.
 
Segundo a advogada de Fernanda, os depoimentos dos caseiros do sítio demonstram que Eliza não tinha ferimentos e não usava lenço na cabeça. "Que ela estava lá normal, não tinha cara de assustada e aterrorizada". Ela também desqualificou o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno menor de idade à época do crime e que atualmente está em programa de proteção a testemunhas, dizendo que ele não confirmou à Justiça seu depoimento dado à polícia.
19 de novembro
 
Júri fica com um réu a menos e define jurados
O
primeiro dia do júri popular, realizado na segunda-feira (19), foi marcado pela atuação dos advogados de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que abandonaram o plenário, e pelo primeiro depoimento de testemunha de acusação, Cleiton Gonçalves, ex-motorista do goleiro Bruno Fernandes, principal acusado. Também foram definidos seis mulheres e um homem como jurados do caso.
 
O goleiro Bruno alternou risos e expressões sérias durante a primeira sessão. Sem algemas, direito de todos os réus em júri popular, o jogador mexeu no queixo, reclinou a cabeça em direção aos joelhos, mas, na maior parte do tempo, ficou parado, de queixo erguido e olhar atento a tudo que acontecia no julgamento.
20 de novembro
 
Bruno troca a defesa e júri fica com três réus
Na
segunda sessão, realizada na terça (20), o goleiro Bruno destituiu o responsável por sua defesa, Rui Pimenta. Ele tentou afastar também o outro defensor, Francisco Simim, mas o pedido foi negado pela juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, que viu manobra para adiar o julgamento. Tiago Lenoir foi apresentado como novo advogado da equipe de defesa.
 
O pedido de Bruno resultou na saída da ré Dayanne, ex-mulher do goleiro, do júri popular. Ela responde à ação em liberdade e terá mais tempo para ser defendida por outro advogado. Ao longo do dia foram ouvidos depoimentos de três pessoas: João Batista, citado no depoimento de Cleiton Gonçalves, ex-motorista de Bruno; Ana Maria Santos, delegada que falou sobre o depoimento de Jorge Luiz Rosa, primo de Bruno Fernandes; e Jaílson Alves de Oliveira; detento que disse ter ouvido na cadeia a confissão de Bola sobre a morte de Eliza Samudio.
21 de novembro
 
Júri de Bruno é adiado e Macarrão liga goleiro ao crime
A
terceira sessão, que durou da manhã de quarta até a madrugada de quinta-feira (22), foi marcada pelo interrogatório do réu Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, que disse ter levado de carro a ex-amante do jogador até local indicado pelo goleiro, em Belo Horizonte, onde a jovem entrou em um Palio. "Ele ia levar ela para morrer", afirmou sobre a ordem. Ele disse que não sabia o que iria acontecer com Eliza, mas que "pressentia" que a jovem seria morta.
 
Pela manhã de quarta, Bruno deixou o júri após ter o julgamento desmembrado e adiado para 4 de março de 2013 por decisão da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, atendendo pedido da defesa. Lúcio Adolfo, novo advogado de Bruno após a saída de Francisco Simim, alegou não conhecer o processo.
 
22 de novembro
 
Ex confirma parte do depoimento de Macarrão
A ex-namorada do goleiro Bruno, Fernanda Gomes de Castro, confirmou na quinta (22), ao ser interrogada no
quarto dia de júri popular, boa parte do depoimento de Macarrão. Ela disse ser inocente das acusações de sequestro e cárcere privado de Eliza e de Bruninho, filho da ex-amante com o goleiro, e confirmou que Macarrão usou seu carro, um Gol, por cerca de 20 minutos na noite do crime.
 
Fernanda ressaltou que não desconfiou do destino trágico que Eliza teria, "pela calma que ela apresentava" durante o tempo que esteve em Minas. "Só tive conhecimento verdadeiro de que a Eliza foi executada ontem pelas declarações de Luiz Henrique [Macarrão]", afirmou.
 
Para ler mais sobre o Caso Eliza Samudio, clique em g1.globo.com/minas-gerais/julgamento-do-caso-eliza-samudio/. Siga também o julgamento no Twitter e por RSS.
 
saiba mais

Rosanne D'Agostino
Do G1, em Contagem (MG) - 24/11/2012 00h13
Atualizado em 24/11/2012 01h12
Read More

POSTAGENS MAIS VISITADAS!!!

SITE (s)

MARCADORES-Labels

ARACATI X TRAIRIENSE - Sub 20 Cearense 2011

Arquivos LG